quarta-feira, 26 de outubro de 2011

UNE participará de marcha da CNTE pelos 10% do PIB para educação



A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) organiza para o próximo dia 26 de outubro, quarta-feira, grande mobilização nacional em Brasília para reivindicar 10% do PIB para educação, bandeira que os estudantes também lutam por sua aprovação no Congresso Nacional. A marcha pretende reunir mais de 10 mil pessoas.

A concentração da marcha está marcada para as 9h, em frente ao estádio Mané Garrincha. De lá, os manifestantes caminharão até o Congresso Nacional para a realização de um grande ato.

A principal reivindicação da CNTE diz respeito a salários melhores para os educadores, mas, de acordo com o presidente da Confederação, Roberto leão, investir em infraestrutura nas escolas e universidades do país também é um prioridade: “Precisamos de melhores condições em bibliotecas e laboratórios, por exemplo, para aumentar o incentivo à pesquisa”, comentou.

O presidente da UNE, Daniel Iliescu, aponta como principal objetivol do aumento do investimento em educação a erradicação do analfabetismo. Ele completa: “E todo esse dinheiro deverá ser destinado para melhorar a estrutura das escolas, o pagamento de salário digno aos professores, a excelência do ensino público na periferia das cidades e nas zonas rurais de todos os municípios, além da ampliação do acesso e da qualidade nas universidades para todas e todos”.

Em frente ao congresso, também, estarão expostos trabalhos de alunos de estudantes de escolas públicas, feitos para uma mostra cultural organizada pela CNTE, com o tema “Por que 10% do PIB para a Educação Pública?”.

Fonte: UNE

Estudantes protestam contra fechamento de curso




Alunos do Ensino Médio vão realizar na tarde da próxima quarta-feira (26) um protesto na USP Butantã contra o encerramento antecipado do cursinho Pró-Universidade, fornecido gratuitamente pela Universidade de São Paulo para 4 escolas da Zona Leste da cidade.

A decisão encerra o curso preparatório um mês antes da Fuvest e demais vestibulares, prejudicando o aprendizado dos cerca de 1200 estudantes da rede pública que estavam matriculados. O curso é uma parceira entre a Fundação Tide Setubal, a Escola de Artes Ciências e Humanidades da USP (EACH) e o Governo do Estado de São Paulo e a justificativa para a medida foi a falta de tempo para repassar as verbas para a manutenção do curso.

Segundo Laís Cenbrone, uma das organizadoras da manifestação, os professores, que são graduandos da USP, e funcionários das escolas teriam recebido atrasos no pagamento desde o início do projeto. “Recebemos a informação no início do curso que a Fundação Tide Setubal já havia liberado R$300 mil para o curso. Organizamos o protesto para termos uma maior clareza do encerramento do curso”, completa Laís.

Eles chegaram também a criar um evento no facebook para divulgar a manifestação, que ressalta o tom pacífico do protesto. As escolas que abrigavam o projeto são EM Armando Cridey Righetti – Itaim Paulista, a EE Engº Hugo Takahashi – São Miguel e a EE Almirante Custódio José de Melo – Penha; EE Profº Valace Marques – Ermelino Matarazzo.

Vivian Fróes

Fonte: UNE

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ANPG convoca campanha pelo reajuste das bolsas de pesquisa

Ocorreu reunião da diretoria da ANPG na última sexta-feira (21), no auditório do Museu da República, Rio de Janeiro (RJ), durante as atividades da 7ª Bienal da UNE

Entre as pautas, a diretoria fez uma atualização das suas opiniões acerca da situação política do país, definiu a realização de uma campanha de valorização das bolsas de pesquisa, e deu início à organização do próximo Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP).

Participaram da reunião cerca de 30 pessoas, entre diretores da ANPG e representantes de APGs, de pelo menos 10 estados diferentes. No sábado (22), as bandeiras da campanha de bolsas definidas pela diretoria já estavam na rua, compondo o mosaico da Culturata da 7ª Bienal da UNE.

Mobilizações
Sobre o primeiro assunto da reunião, houve um rico debate que apontou a importância da ANPG ter se posicionado favoravelmente à candidatura de Dilma Rousseff no segundo turno das eleições. Ao mesmo tempo, discutiu-se a necessidade de se fazer pressão para que as pautas em prol do desenvolvimento do Brasil sejam atendidas.

Neste sentido, foram reforçadas pautas relativas à Educação e Ciência e Tecnologia, tais como a exigência de reposição dos 600 milhões cortados do orçamento da C&T; a garantia de 10% do PIB para a educação; a quebra do veto de 50% do fundo social do pré-sal para a Educação e importância da destinação desta verba também à C&T.

Durante as discussões, as sinalizações de ajuste fiscal e a dificuldade de negociação do salário mínimo de R$ 580,00 foram apontados como elementos que denotam a necessidade de mobilizações. Esses pontos também foram contrastados com o aumento dos salários dos poderes legislativo e executivo, que no menor dos casos chegou a cerca de 60%.

Campanha de bolsas
O segundo ponto tratado na reunião foi a campanha de bolsas da ANPG. Os estudantes discutiram a necessidade de reajuste do valor das bolsas de mestrado e doutorado, que já estão sem reajuste há três anos, como foco da campanha.

A reunião decidiu organizar um abaixo-assinado pela bandeira definida, assim como pautar uma audiência com a presidente Dilma Rousseff, para que os pós-graduandos possam apresentar a sua pauta.

A intenção da ANPG é realizar uma caravana com APGs de todo o país a Brasília no momento dessa audiência com o governo. Os textos do panfleto da campanha e abaixo-assinado serão em breve divulgados na página da ANPG.

A campanha de bolsas é uma luta constante do movimento nacional de pós-graduação. No final de 2010 foi realizada uma ofensiva dos pós-graduandos no Congresso Nacional pautando a valorização das bolsas de pesquisa, com direito à proposta de emenda ao orçamento e articulação com deputados e senadores em favor da pauta.

CONAP
O terceiro ponto da reunião foi a realização do próximo Conselho Nacional de Associações de Pós-Graduandos (CONAP).

Os diretores presentes definiram prioridade de realização no Nordeste (Pernambuco ou Ceará), mas abriram a possibilidade de realizar o CONAP também no Rio Grande do Sul ou em São Paulo. A decisão final caberá à executiva da ANPG. O indicativo de data é 21 a 24 de abril, coincidindo com o feriado do Dia de Tiradentes, em referência à Conjuração Mineira.

Outra decisão é que o Seminário para debater as Organizações Sociais (OS) será realizado de forma casada com o CONAP.

Informes
Foram passados na reunião informes sobre a atuação da ANPG no Conselho Técnico Científico (CTC), que realiza a Avaliação Trienal da CAPES; sobre o acompanhamento da entidade na comissão do Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG); sobre a atuação da entidade nos Conselhos Nacionais de Saúde e de Juventude (CNS e Conjuve). Houve ainda outros informes, como os das atividades das APGs e de outros espaços de atuação da ANPG.

Por fim, foram aprovadas cinco moções, bem como a resolução de que a ANPG defende a quebra do veto da presidência à garantia de 50% do Fundo Social do Pré-Sal para a Educação.


Moções aprovadas

Moção de repúdio ao corte e pela recomposição imediata dos Orçamentos do MCT e do MEC

Moção em defesa da garantia dos direitos trabalhistas nas Instituições Privadas de Ensino Superior

Moção pelo aperfeiçoamento dos instrumentos de avaliação do ensino superior privado no país

Moção de solidariedade às vítimas das enchentes e de apelo ao poder público

Moção em defesa do auxílio moradia aos médicos residentes


Fonte: UNE

Juventude lança "Carta aberta à presidenta Dilma Rousseff"

Durante as atividades da 7ª Bienal da UNE, o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), em conjunto com a Coordenadoria da Juventude do Município do Rio de Janeiro e outras organizações do movimento social realiza o “4º Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis”. A atividade fez parte da programação da manhã do penúltimo dia da 7ª Bienal da UNE.

À mesa o secretário geral da juventude do PDT, Darcy Gomes, a professora da Universidade Católica de Salvador, Mary Castro, o presidente do Conjuve, Gabriel Medina, o presidente do CPC da UMES, Gabriel Alves, a antropóloga, pesquisadora e professora da UFRJ, Regina Novaes. O vice-presidente da UNE, Tiago Ventura e dirigentes de juventudes partidárias também estiveram no debate, que tinha como missão elaborar uma carta aberta à presidência da república com as reivindicações da juventude para o próximo período.

“Queremos um lugar para a juventude no plano nacional de desenvolvimento para o Brasil”, afirmou o presidente do Conjuve ao iniciar os trabalhos. A construção da 2ª Conferência Nacional de Juventude, a proposta da UNE no Plano Nacional de Educação (10% do PIB para a área de ensino) estiveram na pauta do “Diálogo”.

Esteve em destaque, a necessidade de que a Secretaria Nacional de Juventude tenha status de ministério, ganhando mais respaldo e financiamentos para a execução das Políticas Públicas de Juventude (PPJs). “É preciso avançar com a Política Nacional de Juventude”, pontuou Darcy Gomes, que representa a juventude partidária no Congresso e sabe bem o que significam as conquistas no legislativo.

“Já são mais de 50 milhões de jovens brasileiros com idades entre 15 e 29 anos”, afirmou participante em sua intervenção defendendo que é preciso sim ter um outro olhar para essa camada da população que, se antes era o futuro do Brasil, agora é o presente. “A juventude é o espelho retrovisor da sociedade”, concordou Regina Novaes, demonstrando que essa população é também um balizador do pensamento da sociedade. “A juventude é mais um canal, por isso é hora de ganhar corações e mentes”.

“Estamos investindo em temas que convergem com aqueles defendidos pelo Conjuve. Muitos pontos da ‘Carta’ com certeza estarão na nossa jornada de Lutas”, afirmou Ventura, convocando às ruas no mês de março todas as juventudes presentes.

Medina afirmou que a juventude está indo às ruas para lutar por seus direitos e por mais conquistas, e tem o apoio dos movimentos sociais. O presidente da União da Juventude Socialista (UJS), André Torkarski saudou a UNE por abrir espaço para o encontro. Ele ressaltou que o documento final produto do ‘4º diálogo’ tem o objetivo de “reunir os pontos em comum com as diversas organizações sociais”. Ele defendeu, por fim, que a “juventude deve ser protagonista” do projeto de desenvolvimento que se desenha para o Brasil.

Mari Castro, por sua vez, declarou que não considera o termo ‘protagonismo juvenil’ o mais adequado. “O jovem é um sujeito político de mudanças sociais. É ele quem vai reinventar o jeito de fazer política”.

Todos defenderam que é grande a expectativa para a 2ª Conferência Nacional de Juventude. “Que seja um espaço de reflexão e debate crítico ampliado com toda a juventude. Isso e é papel de vocês”, provocou Mari ao concluir.

Leia o documento resultante do debate e endereçado à presidenta Dilma Rousseff

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O beijo na Bandeira Nacional: Dilma, primeira Presidenta brasileira

No início deste ano elegemos mais um presidente para o nosso Brasil. A diferença das outras eleições é que pela primeira vez na história do Brasil foi eleita uma mulher para assumir o país.

Abaixo segue um artigo de uma garota mineira que sempre ouviu o pais falarem sobre política e ao ver uma mulher assumir a presidência do Brasil sentiu vontade de escrever e deixar registrado seu pensamento.

Leiam, vale a pena!!!

Denise de Paula Resende
Belo Horizonte, MG


Sou mulher e tenho 28 anos. Até os 15, morava na capital paulista, onde nasci. Vivi em casa, desde criança, no mundo de Lula. Meu pai era metalúrgico e trabalhava nos movimentos sindicais e, depois, partidários. Cresci nos ombros dele em grandes comícios do PT, gritando LULA LÁ e balançando as bandeiras que minha mãe mesma confeccionava. Lula lá, brilha uma estrela... Talvez eu não entendesse o que era o “lá”, mas eu sabia bem que uma estrela brilhava. Eu gostava desse verso. PT era o Partido dos Trabalhadores e meu pai era trabalhador. Eu também sabia disso porque quase não o via em dias de semana. Crescia assim. Era menina que ia a reuniões de partido, fazia boca de urna e ouvia bem atenta as histórias sobre a ditadura.Na verdade, sempre quis ser um pouco mais velha e pintar meu rosto para comparecer nas Diretas Já. Meus colegas do colegial eram liberados do horário de aula para participar desse movimento. Sentia pesar por não ter nascido pelo menos uns 10 anos antes. Vivi o LULA LÁ, no grito; e, no meu primeiro voto, venci com o AGORA É LULA. Também levei o Lula para a faculdade. Em minhas pesquisas de iniciação científica e de mestrado, constou o nome desse agente político quase como uma marca registrada, um rastro.

Pergunto-me: por que nasce agora este anseio de escrever sobre o que sinto hoje, depois de tanto tempo inerte diante do idealismo sob o qual fui criada? No dia 1º de janeiro de 2011, marejei olhos, coração e razões com o que mostraram as sem-número de telas espalhadas pela vastidão deste país. Aquelas e aqueles brasileiros que puderam estar em Brasília foram privilegiados por fazerem juntos a amplitude de mais uma reatualização do canto “olê, olê olê, olá, Lula, Lula”, como gesto de despedida ao Homem. Foram oito anos de uma história impagável de um presidente chamado Lula e, atrás dos oito anos, mais do que o dobro de tempo de uma outra história, aquela que o levou ao poder. Foi o lado de lá passando para o lado de cá. A margem ocupando o centro. Não era uma tomada de poder, mas era o povo, privado desse poder por anos a fio, chegando lá, orgulhando-se de ser representado por Ele, que foi pobre e que é povo.

Em ocasiões diversas das celebrações da posse da nova Presidenta, boa parte das emissoras “limpou”, em suas retransmissões, a força dessa expressiva voz do povo. Não duvidemos: preferiram que nós tivéssemos mais ouvidos para a almofadada voz de seus comentários enaltecedores e cheios de malícias que ludibriam. Preparam-se para continuar sua missão de formar imaginários viciados em manter a classe dominante no poder, desenvolvendo sempre projetos obcecados pela marcha alienadora da produção de opiniões massificadas – uma outra ditadura, tão silenciosa quanto perigosa. Visões perigosas que querem não torturar, mas entortar olhares; vozes que não autuam, mas que algemam a capacidade de autonomia para a reflexão crítica. Vão continuar não admitindo que Lula é um dos homens mais respeitados do planeta, querendo retirar-lhe a honra tatuada em seu nome.

Entretanto, essa a que chamam grande mídia me parece à beira de uma mudança motivada pelo próprio avanço de tecnologias de informação – elas sabem disso. Não é possível, definitivamente, dizer mais que haja grandes e pequenas mídias. Os instrumentos de comunicação de nosso tempo diluem fronteiras freneticamente, tornando-as cada vez mais móveis, e têm forte poder de disseminação. O lugar virtual em que divulgarei este meu texto, por exemplo, pode torná-lo mais acessível do que um artigo publicado em um jornal impresso diário de grande circulação. Quero, pois, que minhas idéias voem feito passarinho, pois borbulham palavras nessas veias recém-chegadas a 2011.
Entendo nossa época assim. As beiradas sociais ganham voz e ocupam o centro. Esse evento se movimenta devagar, imperceptivelmente para alguns. Essa é uma marca do nosso tempo. Vejam: um operário de força bruta, a quem o destino parecia não reservar mais que o chão de fábrica, blindou-se de todas as Forças, e, um dia, democraticamente, ocupou, com uma inteligência social inédita, o maior cargo de gestor público, levando a força do povo para o núcleo do poder formal. Lula hoje é reconhecido mundialmente como pensador da paz que queremos ver. Pensador não só de sociologias, políticas, economias e outras ciências que se dizem sociais.

Observem mais: anda longe a nossa ousadia! As mulheres emergiram e tomaram lugar onde não lhes fora jamais permitido: nos locais públicos de frequentação exclusivamente masculina, nos cargos de administração pública, nos trabalhos de administração, nas ciências, na política, no prazer ou, até mesmo, por opção, nas suas próprias casas. Dos pensamentos feministas e de seus movimentos não é preciso dizer mais. Hoje, queimar peças íntimas nas praças públicas não é resposta. Não há mais o que responder e não é preciso tanta agressividade. Ser mulher é ser mulher. A mulher não precisa disputar com homens. Não há competições, mas parcerias. Lula e Dilma fizeram lembrar essa conjugação. Lula respeitosamente beijou sua sucessora na rampa e Dilma beijou, em um gesto inédito, um dos símbolos de nossa nação. Estamos no tempo em que não há dúvida do espaço da mulher na sociedade e de que seu lugar é algo que se pode discutir pacificamente, em busca de parcerias respeitosas.

Mulheres, mulheres. A elas são atribuídos tantos adjetivos que mostram sua face rosa, como a própria sutileza. Pois bem, as sutilezas de algumas mulheres muito ajudaram nas lutas contra a ditadura, momento mais machista da história do nosso país. De lá, nasceu Dilma – sutil e dura; mulher e proativa. Era possível?! Sim, existiam mulheres assim. Corajosa Dilma: donzela que já ficou presa em torres de castelos de um regime militar cruel e massacrante. Sem tranças, desceu de lá e subiu, poucos anos depois, no sol alto da tão sonhada democracia, a rampa do Planalto. Ela é hoje (pasmem!) chefe do chefe maior das forças armadas, tendo ele que lhe prestar todas as continências. O militarismo dos anos 70, claro, nada tem a ver com o nosso Exército, Marinha e Aeronáutica, mas, naquela época, eram os que haviam tomado o poder. Imaginava Dilma que iria chegar lá? Na verdade, o sangue e o suor de muita gente sujava naquela época a mesma bandeira a que Dilma ofereceu seu beijo, prometendo-lhe o respeito que não recebeu enquanto os homens de fardas preocupavam-se em caçar subversivos.

Essa mulher foi discreta até bem pouco tempo atrás. A maior parte do Brasil a conheceu quase nas vésperas de levá-la ao poder. A multidão também gritou “olê, olê, olê, olá, Dilma, Dilma...”, com uma emoção peculiar, que pude sentir por ser mulher. Tratava-se da primeira Presidenta e também da sucessora de Lula. Eu me convenci ainda mais de que fazer a história não é apenas vê-la. Naquele momento me senti realmente mais mulher! Orgulho e alegria de ser mulher, como disse Dilma em seu discurso. Senti o sangue quente e a possibilidade de movimento. Precisamos de nos movimentar a favor da justiça e do bem comum. Esse é o espírito da mudança que Lula trouxe e que Dilma continuará carregando. A mudança também foi lingüística e escolhida brilhantemente: temos uma Presidenta e não uma Presidente. Por mais que seja aceito o uso da forma Presidente, como um substantivo comum de dois gêneros, a forma eleita por Dilma carrega a flexão de gênero. Que a estranheza que muitos dizem trazer a palavra “Presidenta” provoque realmente estranhamento e sinalize a mudança.

Pergunta o leitor, imagino: aonde vai este texto que prometeu falar sobre beijo e sobre mulher? Decerto o beijo na Bandeira Nacional foi o ato mais solene dessa passagem. Dilma Roussef flertou com a Nação e abriu um campo vasto de metáforas em nosso imaginário: o casamento da Presidenta com o nosso país; ou, para quem não põe fé em casamento, o compromisso de lealdade e respeito à Pátria coberto por um jeito maternal e feminino. Ou ainda um beijo erótico: nosso jovem país nas mãos de uma mulher ousada. O que sentiram as brasileiras e os brasileiros com aquele gesto, na verdade, ultrapassa a possibilidade de elaboração. Ainda é cedo para dizer. A Presidenta Dilma inaugurou um espaço histórico e seu gesto foi a roupa mais perfeita para essa inauguração. Dilma levou sua filha para caminhar pelas ruas de Brasília com aquele antigo rolls royce. A relação entre maternidade e mulher é oferecida para a sociedade, com Dilma e sua filha no carro, como uma forma de acolhimento. Sua filha terá milhões de habitantes como irmãos nos próximos anos. Nas palavras de seu discurso de posse, a maternidade contextualiza a palavra “carinho”, dedicada à filha, ao neto e à mãe. Coragem e carinho são palavras que a Presidenta apresentou caseadas, prontas para serem aplicadas no cuidado que terá com os filhos dessa pátria mãe gentil.

Meus olhos marejaram mesmo quando a nova Presidenta citou Guimarães Rosa. Um trecho belíssimo que coincidentemente exponho, já há algum tempo, na parede do meu quarto: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. Em face da minha história e, sobretudo por ser mulher, não pude deixar de escrever para falar da coragem que representa o beijo na bandeira. Que ele represente o reconhecimento da mulher nos lugares que ocupa e que ainda precisa ocupar. Que ele desmistifique a liga da competição de gêneros e alimente a união de forças entre homens e mulheres pelo bem da sociedade. Que ele sirva como um símbolo contra os altos índices de violência contra mulheres, crianças e adolescentes. Que ele faça importantes instituições sociais repensarem suas posturas culturais e suas formas de disseminação. Que ele chegue aos grotões e às pequenas cidades que ainda tratam a mulher em esquemas medievais, fazendo-a viver uma vida de enfados, fardada por falsas morais. Que ele sirva para gerar o respeito às escolhas de cada indivíduo e sua repercussão social. Que ele reverbere nos corações dos homens e mulheres mais embrutecidos. Que a Bandeira Nacional não se esqueça jamais do seu primeiro beijo...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Entidades defendem novo Enem opcional

Na proposta das entidades, aqueles que fizeram o exame aplicado no último final de semana, terão sua nota garantida. Já os estudantes que se sentirem prejudicados teriam o direito a pedir nova prova

Diante dos fatos ocorridos na aplicação das provas do Enem no último final de semana, as entidades estudantis UNE e UBES voltaram a se manifestar publicamente nesta terça-feira. Leia a íntegra da nota:

1. A UNE e a UBES se posicionam contra a anulação do ENEM 2010. Milhões de estudantes realizaram a prova em condições adequadas, prepararam-se, e a anulação da prova seria cometer uma injustiça com esta grande maioria.

2. A UNE e a UBES são intransigentes na defesa de que os estudantes prejudicados tenham o direito a realizar uma nova prova. Nenhum estudante pode ser prejudicado sob o risco de descredibilizar o ENEM.

3. A UNE e a UBES exigem que o MEC determine OBJETIVAMENTE os critérios para que os estudantes tenham direito a este novo exame. Se o MEC não tiver condição de determinar estes critérios, a UNE defende que o critério seja opcional, ou seja, todos aqueles que se disserem prejudicados devem ter o direito a esta nova prova. O estudante que optar por não fazer esta nova prova deve ter garantida a sua nota inicial.

4. A UNE e a UBES permanecem aguardando a retratação do MEC em relação ao post publicado no twitter da Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Educação.

5. A UNE a UBES reivindicam a criação de um Instituto Federal que será o responsável pela aplicação das provas do ENEM.

6. A UNE a UBES reivindicam ainda a marcação de uma audiência com o ministro da Educação para que representantes das entidades estudantis e um grupo de estudantes prejudicados possam discutir os pelos problemas ocorridos no ENEM.

7. Defender o Enem é, antes de tudo, corrigir os seus erros. A UNE e a UBES voltam a ressaltar que NÃO se somam àqueles que se utilizam de equivocos para derrotar o ENEM. Na opinião da UNE e da UBES, o ENEM deve se consolidar na direção da democratização da universidade brasileira como são os casos do ProUni e da seleção de dezenas de universidades federais pelo país, superando o velho modelo do vestibular, cruel método de acesso ao ensino superior no pais. O Enem é também elemento fundamental na construção do Sistema Nacional da Educação.


Portal UNE

sábado, 30 de outubro de 2010

Democracia aonde?



Diante das eleições do segundo turno para presidente me deparo com algumas declarações que me deixam um pouco decepcionadas com o nosso patriotismo e nosso civismo.
Quando colhemos depoimentos de estudantes, ex-líderes estudantis, políticos que fazem parte hoje do cenário nacional, cientistas políticos e filósofos, durante o vídeo documentário Mostra Sua Cara, nos disseram a seu ponto de vista que hoje a A União Nacional dos Estudantes (UNE) esqueceu seu verdadeira identidade, disseram ainda que integrantes da instituição que são filiados a partidos diversos, em vez de lutarem juntos por uma democracia que defenda os direitos do jovem, não! Eles defendem as ideologias do seu partido.
A UNE é a principal entidade estudantil brasileira."Teria" como objetivo representar os estudantes do ensino superior. Com os depoimentos, precisávamos é claro entrevistar o presidente da UNE, Augusto Chagas, para que ele nos responda qual a representatividade que esta entidade tem atualmente, sendo ela tradicional nos direitos dos estudantes, desde sua fundação em 1937, e claro responder se estes questionamentos feitos hoje são verdadeiros, que a entidade defende ideias de um partido. (Confira o depoimento aqui)
Em resposta, ele nos disse, que a UNE sempre foi, e sempre será uma entidade que lutará pelos jovens, sendo imparcial, mesmo que seus integrantes pertencem a algum partido político.
Mas o que vemos hoje? Há poucos dias atrás no site da UNE (http://www.une.org.br), eles colocam de manchete que estão declaradamente apoiando um candidato a presidente. E durante estes dias um série de movimentos e mobilizações eles tem realizado pelo Brasil inteiro. O que seria isso???
Novamente questiono um integrante da UNE sobre este caso, o que ele me responde?? "Diante desta polarização que a política vive atualmente, precisamos nos direcionarmos a favor do melhor para os jovens", afirma o integrante.
Mas aonde está a imparcialidade, a ideologia da UNE que foi construída e literalmente protestada em anos da ditadura militar? Tudo acabou... Será que não podemos mais nem acreditar em órgãos que "querem" nos defender?? AOnde está o verdadeiro sentido da palavra "política"?
É amigos, amanhã será um exercício de cidadania para todos nós, precisamos olhar ao fundo e ver o que queremos para nós e para o futuro.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Programa de TV aborda o engajamento do jovem na política

A sociedade vive um momento decisivo na política, pois em alguns estados já há governadores eleitos no 1º turno e agora o povo brasileiro vai as urnas para decidir para presidente.

Política, querendo ou não ela sempre fez parte da nossa vida, já que vivemos em um país democrático.

A juventude é o futuro do nosso país, e ainda existem jovens engajados na política.

Vale a pena assistir este programa que passou na TV Aparecida.

Eles abordaram o tema ‘jovens engajados na política’.


















Prêmio TOPBLOG 2010


Olá amigos e visitantes,
O blog está participando do Prêmio TOPBLOG 2010, até o momentos fomos um dos 100 mais votados na categoria Política. O segundo turno do prêmio já começou, e contamos com VOCÊS para alcançar este prêmio.
Juventude na política em AÇÃO!
Vamos participar e indicar para seus amigos: http://bit.ly/cR7Zvd



"Na política, a verdade deve esperar o momento em que todos precisem dela."
(Bjornstjerne Bjornson)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Internet amplia acesso de jovens a informações sobre política


Hoje, os tempos são outros. A oferta de informação é cada dia maior e os jovens estão cada vez mais expostos à política por intermédio da internet.


Nas conversas sobre política na casa do estudante Lucas Moraes Rau, 17 anos, os pais costumam lembrar das dificuldades para se informar sobre o tema na época em que tinham a idade do filho.

Para saber quem estava à frente nas pesquisas eleitorais, quais eram as propostas dos partidos e a agenda dos candidatos era preciso esperar pelo horário do jornal ou assistir à propaganda eleitoral gratuita – uma novidade depois de 21 anos de ditadura militar, mas ainda assim, considerado monótono e pouco informativo. Hoje, os tempos são outros. A oferta de informação é cada dia maior e os jovens estão cada vez mais expostos à política por intermédio da internet. Principal usuário das redes sociais, quem ainda vai estrear o título de eleitor – jovens entre 16 e 18 anos – vez ou outra se depara com o tema. Políticos dão opinião sobre tudo no Twitter (sistema de microblog) e o número de comunidades sobre política cresce dia a dia no Orkut (popular rede de relacionamento on-line).

“Eles falam que na eleição para presidente de 1989, a [oferta de] informação era bem menor, você dependia muito do que passava na tevê. Hoje, como você fica um bom tempo conectado, uma hora ou outra você acaba lendo uma notícia de política e tem a oportunidade de se informar mais”, afirma Lucas. O colega Álvaro Baptista Neto, 16, concorda. “Com a Internet, é impossível você não ficar mais exposto. Você abre a janela e, através de um portal de notícias, já fica sabendo o que o Serra e a Dilma disseram naquele dia.”

A questão, no entanto, é o quanto essa ampla exposição resulta efetivamente em maior participação política dessa faixa etária, vista historicamente como pouco afeita a discutir os rumos do país. Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Emerson Cervi, travar maior contato com o tema não significa, necessariamente, se interessar mais por ele.

“Hoje, o que se percebe é que a internet é usada mais como um espaço de conversação do que para a aquisição de conhecimento. Nesse sentido, ela só acrescenta a quem já se interessa por política, mas não tem eficácia alguma sobre quem não gosta”, afirma.

De acordo com Cervi, a ferramento pode servir como aliada no sentido de encurtar distâncias, ser mais rápida e plural. Por meio da rede, é possível a uma pessoa que se interesse por ecologia, por exemplo, encontrar mais informações em sites, conhecer outras opiniões em blogs e criar contato com quem também acompanha a área nas redes de relacionamento. “A internet não converte ninguém, o que ela faz é pregar para quem já lhe dá espaço.”

Na opinião do secretário-geral do PSDB Jovem do Paraná, Edson Lau Filho, porém, a exposição pode despertar o interesse em jovens que ainda não são seduzidos pelo universo político. O secretário afirma que a maioria dos jovens não se conecta em busca de notícias sobre política, mas que a possibilidade de abrir várias abas e clicar em links ao longo das páginas faz com que, uma hora ou outra, os eleitores de primeira viagem acabem tomando conhecimento e até se interessando por temas que, cada vez mais, pedem a sua atenção. Na avaliação dele, a apatia da juventude em relação à política não vem de um desinteresse pelo assunto em si, mas pela forma como ele se apresenta.

“O jovem certamente é diferente do público que assiste aos jornais e acompanha o horário eleitoral gratuito, mas quando o candidato fala a linguagem dele, ele se interessa.”

*Foto: Raphael Ribeiro

Via VoteBrasil

Deputada Manuela d’Ávila: fenômeno de votos é fruto do movimento estudantil


Ela tem 29 anos, recém completados. Já foi vereadora, deputada federal e candidata a prefeita de uma grande capital brasileira – Porto Alegre. Reeleita à Câmara dos Deputados com a aprovação de quase meio milhão de eleitores (482.590 votantes), Manuela d’Ávila é mesmo um fenômeno, de público e crítica

Conquistou em 2009 o prêmio “Congresso em Foco” por sua atuação destacada no parlamento. Este ano já está entre os parlamentares indicados que melhor representam a população no Congresso Nacional. Dúvidas de que será destaque?
Em um único mandato, Manu, como é conhecida, conquistou a confiança e simpatia de novos eleitores, de jornalistas que acompanham Brasília e, ainda, dos colegas com mais tempo de carreira. Jorge Bastos Moreno, do jornal “O Globo”, não cansa de elogiar sua graciosidade e, principalmente, sua ética. Dizem que o presidente Lula a comparou com a lua em um comício no Rio Grande do Sul. Fácil entender. Assim é essa política gaúcha que fez escola no movimento estudantil, berço de inúmeros líderes. Em 2003, foi diretora da UNE-Rio Grande do Sul, período em que aprendeu o significado da disputa de opiniões, a conviver e dialogar com a diversidade e pluralidade de idéias. Comunista convicta, militante da União da Juventude Socialista, sempre tem pautado políticas para os jovens. Só para se ter uma ideia, é de sua autoria a lei que instituiu a meia-entrada para estudantes da capital Porto Alegre, além de proposta no Congresso de ampliação do benefício para estudantes de todo o país. E, entre tantas outras, vale destacar a nova Lei do Estágio, já aprovada, que fixa a jornada, regulamenta benefícios dos estudantes, e evita a precarização do trabalho juvenil.

Essa menina-mulher mantém também um blog na internet, no qual expõe opiniões, flerta com variedades e que, até durante a movimentação eleitoral, foi válvula de escape para um mundo doce, mas consciente.

Suas sucessivas eleições para o legislativo mostram um acúmulo de votos considerados fenômeno eleitoral. Você também já disputou um cargo executivo, a prefeitura de Porto Alegre. O apoio que você acabou de receber das urnas te levam a pensar em uma nova disputa daqui a dois anos?
A votação que tivemos mostra que temos o respeito e o reconhecimento do nosso trabalho em Brasília. Nos dedicamos à defesa dos trabalhadores, da juventude e do desenvolvimento, e a confiança que os eleitores demonstraram mostra que estamos no caminho certo. Sobre 2012, ainda é muito cedo para este debate.

Você também foi indicada e recebeu o prêmio por jornalistas ao Prêmio Congresso em Foco, como uma das melhores parlamentares da Câmara. Como você avalia seu primeiro mandato e quais suas propostas para a continuidade na Casa?
Fiquei muito honrada em receber o Prêmio Congresso e Foco. Primeiro por ter sido escolhida pelos internautas numa votação democrática e aberta, em segundo por ter sido a primeira parlamentar do meu estado a ter este reconhecimento. Me lembro quando cheguei a Brasília nos primeiros dias de mandato, tinha que aprender tudo muito rapidamente, nós trocamos o pneu com o carro andando, agora temos muito mais experiência e irei continuar a luta para o Brasil continuar avançando

A sua candidatura é claramente identificada com a juventude. Nessas eleições, alguns candidatos levantaram a proposta de um projeto de lei do protagonismo juvenil, que colocaria o jovem como agente principal do desenvolvimento às vésperas de dois grandes projetos, como a Copa e as Olimpíadas. O jovem ganharia uma bolsa e realizaria ações nas áreas de cultura, esporte e educação. Você acha que um projeto nesse sentido deva entrar na pauta da Câmara? Como enxerga essa ideia do protagonismo juvenil?

A questão da juventude deve ser debatida de forma transversal, ou seja envolvendo as mais diversas áreas como foi o debate do Pronasci. As questões de juventude tem relação direta com saúde, esporte, emprego, educação, ciência e tecnologia. Eu acho que o debate sobre a juventude deve ser realizado de forma ampla no Congresso, envolvendo todas estas ações, inclusive a proposta de protagonismo juvenil e conto com a UNE e a UBES para envolvermos a sociedade neste debate.

Você é uma das mais jovens parlamentares e se aproxima bastante do seus eleitores por meio das redes sociais e um blog. Acredito que deve existir muita curiosidade sobre sua vida pessoal. Qual sua rotina daria? Consegue ter uma vida comum, família, amigos, balada, além da política?
Nós trabalhamos muito, mas ainda busco encontrar tempo para minha família e meus amigos.

Como você avalia sua passagem pela UNE como vice-presidente em 2003? Qual foi a importância dessa passagem para a sua formação política?
Foi uma experiência importantíssima para mim. Na UNE, nós aprendemos a dialogar e debater com todas as forças políticas de forma democrática.

O que anda lendo, último filme e restaurante.
Ainda nem tive tempo de ver minha família, estes últimos dias foram de muito trabalho, muita conversa, muito debate e muita campanha. Espero poder voltar a ir ao cinema em breve.

Via EstudanteNet

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pacto pela Juventude ganha força na reta final das eleições


Candidatos de 20 estados já assumiram compromisso com fortalecimento das políticas de juventude. Até o dia 30 a coordenação do movimento receberá adesões.



Candidatos e candidatas de todo o país estão assinando o Pacto pela Juventude, iniciativa das 67 entidades da sociedade civil que compõem o Conselho Nacional de Juventude. No período eleitoral, o documento busca qualificar o debate sobre políticas públicas de juventude, elenca as ações necessárias para o pleno desenvolvimento dos jovens brasileiros e destaca o papel de gestores e legisladores na implementação das políticas.

Eles respeitam a juventude
Faltando pouco menos de dez dias para o encerramento da ação, candidatos por todo o país aderiram às ideias defendidas pelo Pacto, sendo 14 postulantes a governos estaduais. Todos aqueles que firmarem o compromisso com os jovens brasileiros até 30 de setembro, último dia da campanha, serão recomendados como "políticos que respeitam a juventude" em publicação a ser distribuída via Internet. A intenção é divulgar, por Estado, nome e número dos candidatos que já pactuaram. Segundo a coordenação do Pacto, nessa reta final da campanha eleitoral a tendência é da lista de amigos da juventude aumentar.
Cibermilitância
A mobilização por apoio está na rede. No blog www.pactopelajuventude.wordpress.com há informações sobre como realizar atividades, a íntegra do documento a ser assinado, além de fotos e vídeos dos candidatos nos atos de adesão. No Twitter, através do perfil @pactojuventude, são divulgadas as agendas dos candidatos e compartilhadas notícias sobre os atos.

O que defende o Pacto?
Entre outras propostas, o Pacto 2010 defende a criação de um sistema nacional de juventude que fortaleça o controle social e a articulação entre as políticas públicas para a juventude e a aprovação do Plano Nacional de Juventude, que estabelece diretrizes e metas para serem alcançadas pelo Brasil até 2022.

No campo da educação, as metas vão desde a erradicação do analfabetismo até a expansão da universidade pública e do sistema público de educação profissional. Na agenda de trabalho decente, o combate à precarização do trabalho juvenil aparece como tema central.

Implementação de políticas afirmativas contra homofobia e o racismo, e pela igualdade racial e de gênero, também são propostas do texto que prevê, ainda, a promoção do acesso dos jovens aos bens culturais, e ao esporte e lazer. No ponto saúde o foco vai para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), para a prevenção de DST/HIV/AIDS e do uso abusivo de drogas.

O documento discute metas e alternativas para a redução da mortalidade juvenil, pela garantia de moradia digna, pela promoção do direito à comunicação - com ampliação do acesso às tecnologias de informação e aprovação do Plano Nacional de Banda larga - e pela garantia do acesso à terra e permanência no campo. Além disso, pede comprometimento dos pactuantes com o fortalecimento dos canais de participação democrática como os Conselhos e Conferências de Juventude.


Via UNE

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cartilha do jovem eleitor: entenda como funciona a política e vote certo


TRE-SP lança cartilha que mostra as informações do sistema político e eleitoral do Brasil


Você sabe a função dos três poderes: executivo, legislativo e judiciário? Como funciona a justiça eleitoral? Como votar certo? Conhece o crime de venda de votos? Os partidos políticos? Como tirar o título de eleitor? Para te ajudar a votar certo nessas eleições, o TRE-SP lançou a Cartilha do Jovem Eleitor, que apresenta de forma clara e fácil as principais informações sobre o sistema político-eleitoral do Brasil.

No capítulo “O que é democracia?”, por exemplo, você fica sabendo que a palavra democracia significa governo do povo. Mas no Brasil, cada pessoa não pode sair por aí criando leis ou decidindo sobre saúde, transportes, educação, etc. Por isso, vivemos numa democracia representativa, no qual o governo é do povo, mas ele é feito por representantes que a população elegeu: o presidente, governadores, senadores, deputados estaduais e federais, e vereadores. Tá aí a importância do voto, porque através dele que você, seus amigos e familiares dão a essas pessoas o direito de criarem leis e governarem.

Você sabia que tem muito candidato que promete dinheiro ou algum bem material em troca do seu voto? Agora você sabia que isso é crime? Sim e sujeito à prisão. No capítulo “Venda de voto – um crime”, você entende os detalhes desse problema. Então pense bem! Se você souber de algum ato ilegal como esse, pode denunciar ao juiz do cartório eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral.

Pegue aqui no Portal da Juventude a versão online da cartilha, leia, imprima e distribua para seus amigos, porque é com o voto que escolhemos os nossos representantes e, assim, podemos ter uma cidade, estado e país melhores!

Via Juventude.SP

Candidatos: Nada se apaga na internet

Redes sociais e doações de pessoas físicas por meio de sites poderão não fazer efeito nestas eleições

Especialistas políticos estão reticentes em relação à arrecadação pela internet de pessoas físicas para os candidatos, permitida durante estas eleições. Dizem que a falta de confiança na política brasileira não dará frutos para este novo sistema. Já na cabeça da população deve vir a ideia de que "laranjas" doarão e que tudo terminará em pizza. No entanto, inicia-se aqui um divisor de águas nos hábitos eleitorais dos brasileiros. A construção de um maior engajamento político começa agora. Talvez plantado para as futuras gerações que já estão acostumadas em navegar na internet e se expor nas redes sociais, respondendo as perguntas mais cabeludas no Formspring, e mantendo a frase "minha vida é um livro aberto"; mais atual que nunca. Mas uma nova fase inicia-se agora. E um caminho sem volta.
A internet traz inúmeras mudanças e talvez uma moralização na política brasileira. Nos bastidores, marketeiros políticos começam a sentir que suas verbas de campanha estão reduzidas este ano. Isto porque muitas empresas, que antigamente não precisavam se identificar como doadoras, não querem agora aparecer e ter seu nome ligado a partido ou a candidatos, e configurar em sites com o da ONG Transparência Brasil empenhada em combater a corrupção em terreno verde-amarelo.
E é aí que está o "X" da questão. Os sites, as redes sociais são armas importantíssimas para fazer com que a honestidade e transparência se tornem uma obrigação no meio político. É esta transparência, ao qual os jovens estão tão acostumados na internet, que guiará as campanhas daqui pra frente.
Para os que optaram por fazer a arrecadação pelo site por meio de doações de pessoas físicas terão de obedecer a regras muito rígidas do Tribunal Superior Eleitoral, pois se houver alguma irregularidade na hora da prestação destas contas, o candidato corre o risco de ter sua posse impugnada ou nem participar de futuras eleições. Mas os que forem ousados em apostar nesta nova ferramenta, cumprindo claramente as suas propostas, terão armas poderosas de fidelização de eleitores. Afinal quem tira o dinheiro do bolso para apostar num político é porque acredita muito em seus projetos.
Muda-se o relacionamento do candidato com o eleitor. O doador se torna um cliente que comprou um produto e quer testá-lo. E se não aprovar, pode ter certeza de que ele não pensará duas vezes para criar blogs, postar em seu YouTube, Facebook ou Twitter que sua escolha não foi bem feita. Hoje jovens já bloqueiam candidatos que tentam fazer aproximações sem nenhum propósito nas redes sociais.
Portanto, políticos ainda podem driblar as pessoas que ainda não têm acesso à internet atualmente (infelizmente mais de 60% da população brasileira) e não conseguem obter tanta informação. Mas não por muito tempo, pois se dizem que o brasileiro não tem memória, isso não será mais o problema, pois na internet nada se apaga.

Via Sandra Takata*

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Quem são os políticos mais espertos no Twitter?



Quem é o mais inteligente senador norte-americano nos meios de comunicação social? De acordo com o estudo "Digital IQ", o vencedor é o ex-candidato a presidência John McCain, que também é senador em Arizona. Em segundo lugar está o republicano Jim DeMint, da Carolina do Sul. Na seqüência está o também republicano Scott Brown. Os Republicanos tiveram 5,5 pontos a mais, em média, em comparação com seus rivais democratas, de acordo com o estudo conduzido pelos professores Scott Galloway e Doug Guthrie.
Com o presidente Obama na Casa Branca e a maioria democrata no Congresso, os republicanos terão uma difícil batalha digital na tentativa de reconquistar seu espaço. Entre os 27 senadores concorrendo à reeleição, os republicanos tem uma vantagem de três pontos sobre a audiência dos democratas.
A vantagem do Partido Republicano, de acordo com o estudo, "é o resultado de uma participação mais forte no Twitter e no YouTube", onde os republicanos tiveram a média de pontuação de 26% e 29%, respectivamente. Os democratas, no entanto, conseguiram uma vantagem de 5% no Facebook.
Foram analisadas diversos elementos de mídia digital, como o "curtir" do Facebook, o número de seguidores no Twitter, upload no YouTube e o tráfego para seus próprios sites.
Analisando mais especificamente no Facebook, por exemplo, os senadores republicanos cresceram a quantidade de "curtir" 6,7% ao mês, contra 3,6% para os democratas. No Twitter, os republicanos aumentaram seu seguidores a taxa de 4,5% contra 2,8% dos democratas.

Via M&M

terça-feira, 17 de agosto de 2010

A hora da eleição para as emissoras


Bem antes de chegar às urnas, os eleitores estarão, diariamente, inseridos na movimentação e no clima das campanhas eleitorais dos candidatos que disputam vagas federais e estaduais no pleito de 2010. Considerado como o principal evento do calendário do segundo trimestre, as eleições demandaram um grande investimento por parte as emissoras de TV aberta nacionais, que voltarão toda a sua cobertura jornalística para o evento.
Além do espaço destinado ao assunto no horário eleitoral gratuito – que começa na terça-feira, 17 de agosto – os veículos televisivos também emprestarão vários outros trechos de sua programação para a apresentação das propostas dos candidatos, a cobertura do cotidiano dos partidos e todas as informações relativas à eleição, que já é considerada como a maior e mais interativa da história da democracia brasileira.
Primeira a colocar os principais candidatos à presidência da República frente a frente, a Bandeirantes ganhou o direito da realização do primeiro debate entre os presidenciáveis, que aconteceu no dia 5. Na semana passada - dia 12 – a emissora realizou um novo debate. Desta vez os convidados foram os candidatos ao cargo de governador do Estado de São Paulo. Apesar desses eventos recentes, o universo eleitoral faz parte da grade da Band desde o dia 14 de junho, quando foi lançado o programa Band eleições. Exibido sempre nas noites de quarta-feira, a atração, comandada por Fabio Pannunzio, aborda o cenário eleitoral do País, com a participação de representantes de partidos e especialistas em política.
Mas não é somente na TV que a emissora dará espaço às eleições. No início de agosto, a Band fechou um acordo com o Google para disponibilizar trechos de suas reportagens e matérias no canal de vídeo YouTube. Além disso, a emissora também é parceira no aplicativo “Siga o Candidato”, disponibilizado no Google Maps. Por ele, os internautas poderão acompanhar a movimentação dos candidatos em todo o País, e ler as recentes notícias e informações de cada um, que são captadas do portal e-band.
A Record também condicionará todo o seu noticiário para as eleições. Além da cobertura diária, a emissora fará um debate entre os candidatos à presidência, no dia 26 de setembro, e outro com os concorrentes ao governo do Estado, em 20 de setembro. A Record News também dedicará boa parte de sua grade para a cobertura factual e para análises a respeito da corrida eleitoral.
Na internet, a emissora já colocou os candidatos em contato com o público por meio das sabatinas, realizadas ao vivo pelo portal R7. Para o vice-presidente de Jornalismo da Record, Douglas Tavolaro, as eleições e 2010 marcam um momento de ascensão do jornalismo da emissora. “É um momento distinto em que nós não pensamos só em audiência. Nossos anunciantes também sabem que a eleição é o grande momento da democracia”, acredita.
As sabatinas com os candidatos também estão nos planos de SBT, que pretende levar os concorrentes ao cargo presidencial para a bancada do Jornal do SBT, apresentado por Carlos Nascimento e Karyn Bravo. A primeira rodada de entrevistas devem acontecer entre os dias 31 de agosto e 3 de setembro. Além disso, toda a programação jornalística da emissora também terá reportagens e noticias relativas à corrida eleitoral.

Do avião às urnas
Em uma tentativa de se diferenciar na cobertura, a Globo irá aos ares para levar informações pertinentes ao pleito nacional. A partir de 23 agosto, o Jornal Nacional dará inicio ao projeto JN no Ar, em que o repórter Ernesto Paglia, a bordo de um avião Falcon 2000, irá percorrer um município de cada Estado brasileiro para ouvir as principais reivindicações da população e registrar o que eles esperam dos futuros governantes. O projeto conta com o patrocínio do Bradesco.
Na semana passada a emissora fez uma rodada de entrevistas com os três principais candidatos à presidência do Brasil no Jornal Nacional. As próximas serão no Jornal da Globo (entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro) e no Bom Dia Brasil (entre 20 e 22 de setembro).
A agenda eleitoral da emissora também compreende a realização de um debate entre os candidatos aos governos dos Estados nacionais, marcado para 28 de setembro e outro debate entre os presidenciáveis, que acontecerá no dia 30 de setembro. O portal da Globo, o G1, também conta com um uma página especial dedicada as eleições presidencial e estaduais.

MTV

Com a ideia de participar do cenário eleitoral brasileiro, a MTV Brasil havia marcado um debate entre os quatro principais candidatos à presidência (Dilma Rousseff, José Serra, Marina Silva e Plínio de Arruda Sampaio) no dia 24 de agosto.
Nesta terça-feira 17, porém, a emissora musical enviou um comunicado avisando que o debate foi cancelado porque o evento não contaria com o quórum mínimo de três participantes - dos quatro convidados, apenas dois haviam confirmado presença. No texto, a MTV ainda explica que pretende criar uma maneira de aproveitar as perguntas enviadas através de seu site pelo público.

Propaganda eleitoral gratuita

Começa hoje (17) a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Às terças-feiras, quintas e sábados serão veiculados os programas dos candidatos à Presidência e à Câmara dos Deputados e às segundas, quartas e sextas-feiras, a exibição será aos concorrentes na disputa pelos governos estaduais, do Distrito Federal, ao Senado, e às assembleias legislativas e do DF.

“Esse será o período de consolidação do voto. O horário eleitoral gratuito é a maior fonte de informação do eleitor e tem mais efeito sobre pessoas que não tem firmeza dos seus votos”, avalia o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Leonardo Barreto.

Ao todo, serão veiculados dois blocos de 50 minutos, de segunda a sábado (às 7h e às 12h no rádio e às 13h e às 20h30 na televisão – horário de Brasília), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre os três principais candidatos da Presidência, a candidata Dilma Rousseff (PT) é a que tem maior tempo de exposição nos programas, com dez minutos e 38 segundos. José Serra, do PSDB, terá sete minutos e 18 segundos para expor suas propostas e Marina Silva, do Partido Verde, um minuto e 23 segundos.

Leonardo Barreto acredita que os programas eleitorais deste ano repetirão a estratégica clássica do candidato que começa na frente nas pesquisas, no caso Dilma Rousseff, de adotar uma postura de falar de si e de seu programa de governo. “Quem vem atrás não tem o que fazer a não ser tentar mostrar os aspectos negativos [de quem lidera as pesquisas] e tentar virar o jogo”, completou.

Para ele, a primeira semana de exposição na TV e as pesquisas eleitorais com o resultado da estratégia adotada pelos marqueteiros das respectivas campanhas vão consolidar essa tendência. “Se os resultados atuais se mantiverem como estão aí, não tem outra alternativa para quem está atrás [a não ser o ataque]”, acrescentou.

O professor Paulo Kramer, também cientista político da UnB, afirmou que os programas de rádio e televisão serão “a última esperança” dos candidatos que chegam atrás nas pesquisas de intenção de voto. Para ele, existe um grande contingente de eleitores que podem mudar os votos, mas não se tem a dimensão do poder dos programas como fator de consolidação dessas mudanças.

Esse processo de mudança, para ele, torna-se mais difícil nas eleições de 2010 uma vez que “a economia está bem e os eleitores satisfeitos”. Para modificar a atual tendência de votos registradas nas últimas pesquisas de diferentes institutos, Kramer ressalta que seriam necessários fatos “emoldurados em uma perspectiva nova e com credibilidade”.

Neste último caso, o professor lembrou a campanha ao governo de Goiás, em 1998, quando o então candidato do PSDB, Marconi Perillo, tinha menos de 5% das intenções de voto a maioria a favor do peemedebista Íris Rezende. O tucano contratou o ator Pedro Bismarck, para personificar o seu principal personagem Nerso da Capitinga para desqualificar Íris. “Ali foi uma moldura pesada, uma maneira cruel de emoldurar o adversário que pegou”, destacou Paulo Kramer.

Além dos programas em bloco, serão veiculadas inserções de até 60 segundos que totalizarão 30 minutos diários – seis para cada cargo. Essas inserções serão veiculadas de segunda a domingo.

Confira o tempo da propaganda gratuita para cada cargo eletivo no rádio e na TV

Cargo
Dia da semana
Duração/minutos diários*
Governador
Segundas, quartas e sextas 36 min.
Deputado estadual/distrital
Segundas, quartas e sextas 34 min.
Senador
Segundas, quartas e sextas 30 min.
Presidente
Terças, quintas e sábados 50 min.
Deputado federal
Terças, quintas e sábados 50 min.

* O tempo será dividido em dois blocos no rádio (às 7h e ao meio-dia) e na televisão (às 13 horas e às 20h30).

Via Agência Brasil
Fonte: TSE

domingo, 15 de agosto de 2010

Anistia: direito adquirido e uma reparação do Estado pelas suas ações do passado



Comissão de Anistia vai recorrer contra decisão do TCU de revisar indenizações concedidas. A UNE sempre esteve presente na luta pelo reconhecimento dos direitos dos que foram presos, sequestrados, exilados, torturados e desaparecidos durante o mais cruel período da história brasileira: a ditadura. Defendemos o trabalho da Comissão da Anistia, que tem descortinado um passado ainda obscuro de nossa história e avançado nas políticas de reparação às vítimas. O Movimento Estudantil lutou intensamente durante o regime militar, e contabiliza inúmeras vítimas – dirigentes atuantes no período -. A legítima representante dos estudantes brasileiros exige a abertura dos arquivos da ditadura. “Para que os culpados sejam responsabilizados por seus atos”, declara o presidente Augusto Chagas


Em decisão da última quarta-feira (11), por cinco votos a três, o Tribunal de Contas da União (TCU) estabeleceu que irá revisar os processos 9.371 reparações econômicas a perseguidos durante a ditadura militar (1964-1985), concedidas com base na Lei 10.559/2002.
Pega de surpresa, a Comissão de Anistia soube do fato apenas através da imprensa. Para o presidente da Comissão da Anistia no Ministério da Justiça, Paulo Abrão, a decisão "fere noções fundamentais em direitos humanos e diretivas das Nações Unidas, que consideram que as políticas de reparação não constituem política de governo, mas de Estado”, declarou em entrevista à Agência Brasil. Para a Comissão trata-se de um retrocesso histórico, que "enfraquece a democracia".
Os ex-presos políticos e demais vítimas do regime militar demonstram preocupação por essa investida contra as reparações. Falando à Agência Brasil, Ivan Seixas, presidente do Fórum dos Ex-Presos Políticos do Estado de São Paulo, manifestou-se contra o TCU. “Esses senhores se arvoram no direito de julgar indenizações de pessoas que passaram na mão de torturadores assassinos”, disse ele, que ficou preso dos 16 aos 22 anos, teve o pai morto na prisão, mãe e irmãs presas por um ano e meio, e ainda sofreu saque de agentes da repressão na sua casa.
O presidente da UNE, Augusto Chagas, que acompanhou diversas atividades pelo país da caravana comemorativa dos 30 anos da Anistia, em 2009, defende o trabalho da Comissão que tem descortinado um passado ainda obscuro de nossa história e avançado nas políticas de reparação às vítimas. Falando ao EstudanteNet, ele acrescentou: "Temos muitos assuntos ainda sem conclusão dessa fase da história. Todos nós e as famílias das vítimas temos o direito de saber o que realmente aconteceu, as circunstancias em que brasileiros foram presos, sequestrados, torturados e assassinados. E é ainda nossa tarefa chegar a uma conclusão sobre o tratamento que deverá ser dado aqueles que cometeram crimes durante o regime militar".

Pela memória, verdade e justiça
A UNE, a Secretaria Especial de Direitos Humanos, a Comissão da Anistia e outras entidades representativas da sociedade, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Comissão Especial para Mortos e Desaparecidos, têm participado de campanhas que favoreçam o debate acerca do tema e, principalmente, são contra a impunidade e a tentativa de imposição do esquecimento daquele período. A União Nacional dos Estudantes mais uma vez exige que o Governo Federal abra os sórdidos arquivos da ditadura. A entidade, marcada pela intensa atividade política no período, teve integrantes presos, sequestrados, torturados e desaparecidos, como Honestino Guimarães - presidente entre 1971 e 1973 - cujo corpo até os dias atuais nunca foi encontrado.
O processo de redemocratização do Brasil se deu, mas sofre forte crítica por não ter solucionado uma questão: a manutenção dos arquivos do período militar sob sigilo e a não apuração de crimes contra os direitos humanos. Especialistas e estudiosos do assunto atribuem isso à "ampla, geral e irrestrita" Lei da Anistia, que defende também quem deveria ser punido. Causou comoção aos defensores dos direitos humanos a confirmação, em abril desse ano, do Superior Tribunal Federal (STF) de não revisar a Lei da Anistia, que continuará contemplando os torturadores e seus mandantes.
Com os 30 anos da Anistia, comemorados em 2009, ainda há acertos para se fazer com esse sistema repressor, que dominou o país entre 1964 e 1985. A UNE apoia a Comissão da Anistia nessa batalha, por entender que as mobilizações pela Anistia foram uma força inicial da democratização.

Veja aqui a nota pública divulgada pela Comissão de Anistia

Via UNE

A audiência das sabatinas do Jornal Nacional



Se o primeiro debate na TV aberta com os candidatos a presidência da República, realizado no dia 5 de agosto pela TV Bandeirantes, não rendeu bons índices de audiência, as rodadas de entrevistas individuais promovidas pelo Jornal Nacional, na TV Globo, fizeram com que um grande número de pessoas sentasse diante da telinha.

Entre os dias 9 e 11 de agosto, a bancada do telejornal recebeu os presidenciáveis Dilma Roussef, Marina Silva e José Serra, para responder a diversas questões e falar sobre os respectivos planos de governo. Considerando os três dias de entrevistas, que ocuparam, cada uma, um bloco de 12 minutos do Jornal Nacional, a emissora conseguiu uma média de 31,3 pontos no ibope (lembrando que cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo).

A rodada de entrevistas, que faz parte do plano de cobertura das eleições na emissora, começou na segunda-feira 9, quando a candidata do PT, Dilma Roussef, foi sabatinada pelos apresentadores William Bonner e Fátima Bernardes. Na ocasião, o Jornal nacional registrou uma média de 32,5 pontos. Na terça-feira 10 foi a vez da candidata do PV, Marina Silva, cuja entrevista acabou gerando uma audiência média um pouco menor, de 28,5 pontos. Por fim, passou pela bancada do Jornal na quarta-feira 11 o candidato José Serra, do PSDB. A entrevista com ele rendeu ao Jornal uma média de audiência de 33,1 pontos.

Além dessa sabatina, a Globo planeja também levar os presidenciáveis a outros telejornais da grade. Dilma, Marina e Serra também deverão responder a questões nas bancadas do Jornal da Globo e do Bom dia Brasil.

Via M&M

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Bandeiras e palavras de ordem marcaram a passeata dos jovens estudantes do Maranhão na manhã desta quinta-feira, 11. Entre outras reivindicações eles pediram a melhoria da qualidade do ensino na rede pública



Os números incomodam. Os resultados do último Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) apontam que, das 20 piores escolas do Brasil, cinco são do Maranhão. Por esse motivo, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) mobilizaram cerca de 2.000 estudantes da rede estadual de ensino às ruas de São Luís para protestar contra o descaso da educação pública no estado.
Alunos das escolas Bernardo Coelho de Almeida (BCA) e mais cinco instituições saíram em passeata na manhã desta quinta-feira, 12, do Centro de Ensino Governador Edson Lobão (Cegel) em direção ao Palácio dos Leões, sede do Governo do Estado do Maranhão, para reivindicar melhorias na infraestrutura das escolas estaduais, melhor remuneração para os professores, merenda escolar de qualidade entre outras.
“O sistema educacional do Maranhão vive hoje em um apagão. Mobilizações como a de hoje serve para mostrarmos aos governantes o descontentamento dos principais prejudicados: os alunos”, afirmou o diretor da comunicação da UNE, André Vitral.
O vice-presidente da UNE, Thiago Ventura,avaliou como excelente a passeata e destacou a massiva participação dos estudantes. “Esse número de pessoas materializa a indignação dos alunos sobre as condições de ensino no estado do Maranhão. A qualidade se consegue através de uma boa remuneração dos profissionais de ensino, merenda para os alunos e uma boa estrutura física nas dependências escolares”.
Representando os estudantes secundaristas, Yann Evanovick, presidente da UBES, pediu sensibilidade aos governantes diante dos resultados obtidos pelo Maranhão. “É inadmissível que, no mesmo estado, tantas escolas estejam com uma média de qualidade tão baixa. Isso reflete a falta de sensibilidade dos governantes quanto à importância de uma educação de qualidade aos jovens”, declarou.
Participante da passeata, a estudante Michelle Soares, de 17 anos, estudante do 2º ano do ensino médio do Colégio Cegel, comentou sobre a falta de estrutura em sua escola. “Onde estudo, existe muita infiltração e também faltam livros na biblioteca”, declarou.

Via UNE