quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Marina abandona bom-mocismo em debate


No Jornal Nacional, Marina dribla interrupções e fala mais

por Jose Roberto de Toledo

Marina Silva (PV) deixou o bom comportamento de lado, driblou as interrupções dos entrevistadores e acabou falando mais do que Dilma Rousseff (PT) no Jornal Nacional. A senadora falou durante 9 minutos e 14 segundos, cerca de 30 segundos a mais do que a petista na entrevista da véspera.
Em parte, isso se deveu à atitude da candidata. Ela foi interrompida pelo menos nove vezes pelos entrevistadores, William Bonner e Fátima Bernardes. Mas sempre que isso ocorreu ela não parou de falar, assegurando intervenções mais longas e conseguindo completar seu raciocínio.

Na única vez que levou a interrupção até o fim, Bonner acabou dizendo que “devolveria” 30 segundos à candidata, que aproveitou a oportunidade. Essa nova atitude de Marina, mais incisiva do que no debate da Band, lhe rendeu mais tempo e lhe permitiu concatenar melhor as ideias. Ela conseguiu, por exemplo, conectar o problema ambiental a temas de interesse popular, como educação e saúde.

A principal falha da senadora foi demorar muito tempo para perceber que deveria olhar para a câmera, ou seja, para o telespectador, em vez de olhar para os entrevistadores. Ela só passou a se dirigir diretamente ao público a partir de quase nove minutos de entrevista. Até então, o que se via era o perfil de Marina, sempre que ela respondia uma pergunta.
José Serra (PSDB) deu sorte no sorteio. Por ser o último a ser entrevistado, poderá tentar evitar todos os erros que suas rivais cometeram, como não olhar para o público. Mais do que isso, o tucano sabe que compensa mais não se deixar interromper. E, se for interrompido, pode usar o precedente da entrevista de Marina e reivindicar 30 segundos a mais de entrevista.
Não é a primeira vez que Serra dá sorte na hora de definir a ordem de quem responde e quem pergunta primeiro. No debate da Band, ele foi o primeiro a perguntar em dois blocos, o que lhe permitiu dirigir suas três perguntas à principal adversária, Dilma Rousseff.

Via blog José Roberto de Toledo

terça-feira, 10 de agosto de 2010

As eleições na Era das Redes Socias

Depois das eleições americanas de 2008, todo candidato quer se tornar Obama. Ou seja, ser eleito com a ajuda das redes sociais e obter a admiração da maioria dos eleitores. Fazer campanhas e ter um slogan poderoso que seja ecoado pelos quatros cantos do planeta, se possível.

Ao contrário das previsões dos especialistas, depois do primeiro debate presidencial na Band, Plínio Arruda se tornou o “Obama brasileiro”. É claro que ele “nasceu” do nosso jeito. Ele alcançou o TT mundial no Twitter não por causa das suas propostas, da sua rede de milhões de eleitores dispostos a contribuir voluntariamente com a campanha ou pelo carisma e sim pelo fato de ter adotado uma postura inusitada perante os outros candidatos. Virar meme de humor certamente não vai garantir a eleição do candidato do PSOL, mas renderá mais visibilidade e alguns percentuais na corrida presidencial.
Esse é apenas um exemplo dentre tantos que surgirão para ilustrar como as atitudes dos candidatos vão repercutir nas redes sociais e, conseqüentemente, no marketing político. A equipe terá que redobrar a sua atenção a todos os detalhes da campanha, pois o mínimo escorregão do candidato pode ferir seriamente a imagem do mesmo. Que o diga Dilma Rousseff, que teve os seus “melhores” momentos além da gafe sobre a baixada santista no Jornal Nacional coletados e jogados no Youtube. Certamente estes fatos deram munição para quem é contra a candidata a produzir paródias, ironias e piadinhas sobre a candidata do PT.
Ou seja: as redes sociais se tornaram um soldado poderoso na guerra política. O problema é que, às vezes, a arma pode estar apontada para o próprio aliado. Cabe ao especialista em mídias sociais trabalhar junto com a equipe para garantir que esse tiro cause o menor dano possível na imagem do candidato.
É bem provável que a eleição do próximo presidente do Brasil não se tornará um case do nível de Obama, mas certamente vai ensinar aos próximos candidatos a não desprezar o poder de fogo que o eleitor passou a ter nas redes sociais.

Por Blogcitário

Seminário debate novos campos de pesquisa sobre juventude

"Problematizando as Juventudes na Contemporaneidade" é o tema do I Seminário VIOLAR, a ser realizado de 11 a 13 de agosto, na Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, em Campinas, São Paulo

A iniciativa é do Laboratório de Estudos sobre Violência, Imaginário e Juventude (VIOLAR), do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Unicamp, em parceria com a Faculdade de Educação da Universidade Estadual da Bahia e Universidade Estadual do Oeste do Paraná.O evento reunirá profissionais que pesquisam as juventudes e suas múltiplas formas de manifestação e produção de sentidos, com o objetivo de criar nova rede de investigações a partir da cooperação entre universidades e pesquisadores e também implementar esse campo de estudo na Faculdade de Educação da Unicamp.
Várias questões abrangem o mundo juvenil e são objeto de pesquisas, entre elas, as violências e as alternativas de resistências encontradas pelos jovens em busca da autonomia, da liberdade e de condições de vida mais humanas. Ao aglutinar pesquisadores e estudos sobre o tema, a Unicamp pretende dar maior visibilidade à produção existente e levantar questões ainda não exploradas, contribuindo para políticas públicas e ações sociais voltadas ao público juvenil.
O conteúdo do seminário se organiza em cinco eixos temáticos, todos com foco nos jovens: educação, trabalho, cultura, violência e sexualidade e saúde.

Via UNE

Em debate, Dilma desiste de bancar independente

Foi “Lula” do começo ao fim. Mais precisamente, foram seis “Lula” em 12 minutos, uma citação a cada dois minutos. Na Band, em duas horas, foram só três menções.
Dilma Rousseff (PT) deixou de lado os pruridos que exibiu no debate da Band e assumiu o discurso “meu nome é Lula”, durante a entrevista ao vivo no Jornal Nacional da Rede Globo. Não importava o que os entrevistadores perguntassem , ela respondia com “o governo Lula” isso, o “governo Lula” aquilo. Na verdade, as perguntas a ajudaram a citá-lo, porque mencionaram o presidente várias vezes.
Dilma se apresentou como “braço direito e esquerdo” do presidente, a segunda pessoa mais importante do governo. Não fingiu independência. No máximo, arriscou que não pretende repetir, mas avançar o que Lula fez.
Esse é o único discurso que dá votos para Dilma. E pode ser o suficiente para elegê-la. Inventar qualquer outra coisa é arriscar repetir a performance do debate da Band.




Do ponto de vista formal, a candidata conseguiu completar a maior parte das frases. Usou palavras mais simples do que na semana passada. Não gaguejou. E, com alguma insegurança, alternou o olhar entre a câmera (telespectador) e os entrevistadores -embora, equivocadamente, tenha privilegiado o casal.
Ainda falta experiência. Ela transpirou, inventou uma “baixada santista” no Rio de Janeiro, olhou algumas vezes para baixo durante as respostas. Mas conseguiu conter parcialmente o nervosismo, as cifras e as siglas.
Dilma não marcou gol, mas não tomou nenhum frango. Para quem está na frente nas pesquisas, jogar na retranca pode “garantir o resultado”. Não é bonito de se ver, não esclarece nem propõe nada de novo, não resolve as contradições de suas alianças. Mas deixa evidente para o eleitor distraído quem é situação e quem é oposição.
Treino é treino e jogo é jogo. Entrevista não é debate. Enfrentar William Bonner (que chegou a ser contido por Fátima Bernardes ao insistir em uma pergunta) não é o mesmo que encarar José Serra (PSDB) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL). Mesmo que o estádio estivesse lotado (36 pontos de audiência no Ibope).
Ir melhor no Jornal Nacional não é garantia de sucesso nos próximos debates. O maior desafio da petista será conter o discurso do “já ganhou” de sua tropa.


Via blog José Roberto de Toledo/Por Estadão

domingo, 8 de agosto de 2010

Após debate, Plínio de Arruda vira astro no Twitter



Foto do perfil do candidato no Twitter: como estratégia de campanha, ele aproveita a fama para pedir seguidores no microblog
Crédito:Divulgação


Você JOVEM, já parou para pensar que a internet está sendo uma das maiores ferramentas nesta eleição? Pois é, hoje o internauta brasileiro fica cerca de 12horas no computador, destas horas a maioria fica twittando. Foi por meio de análises como estas que nossos candidatos a presidentes entraram com força total na rede social mais popular "atualmente": o Twitter.
Confira abaixo um ótimo exemplo deste fenômeno:

Bastou o primeiro debate televisivo entre os candidatos à presidência da república para que o nome de Plínio de Arruda Sampaio - que, nas pesquisas de intenções de voto está bem distante dos candidatos mais bem cotados pela população - ganhasse prestígio e virasse um dos assuntos mais comentados nas redes sociais.
Durante o debate, que aconteceu na noite dessa quinta-feira 5, em São Paulo, os comentários ácidos e a postura do candidato do PSOL chamaram a atenção do público, que logo começou a inundar o Twitter com posts e mensagens a respeito do presidenciável. No momento do debate e até a manhã desta sexta-feira 6, o nome Plínio de Arruda Sampaio estava em primeiro lugar no Trending Topic Brasil (o ranking com as palavras mais postadas pelos usuários do Twitter no País). Na tarde de sexta o nome do candidato ainda figurava entre os temas mais comentados pelos usuários do microblog.
Aproveitando a fama espontânea gerada pelo debate, o próprio candidato usou seu perfil oficial no Twitter (clique aqui) para agradecer aos internautas - e consequentemente, atrair mais seguidores. Ao final do encontro entre os candidatos, Plínio de Arruda postou em seu perfil no Twitter a mensagem "Muitas alegrias neste debate, mas a maior delas foi saber que os tuitadores estavam me tuitando. Bem-vindos os 2 mil novos seguidores!".
O número de seguidores do candidato, aliás, vem crescendo progressivamente. Pela manhã, ele contava com pouco mais de 12 mil seguidores em seu perfil. Já no início da tarde, o total de pessoas que acompanha as mensagens do presidenciável já se aproximava dos 15 mil internautas.
Para reconhecer a importância do Twitter em sua candidatura, o candidato do PSOL lançou nesta sexta-feira 6 um vídeo no YouTube (clique aqui) para falar da importância de fazer parte do Twitter para poder acompanhar, em tempo real, as discussões políticas e as opiniões dos candidatos. Com a frase "Twitter é Twitter, my friends", o candidato apresenta o seu perfil e pede que os internautas o sigam.
Apesar da fama de Plínio de Arruda após o debate, de acordo com pesquisa realizada pelo iGroup para o M&M Online, a vencedora do debate nas mídias sociais foi a candidata do Partido Verde, Marina Silva - clique aqui para saber mais sobre isso.

Via M&M

Voto Consciente,JÁ!

Uso da internet nas eleições


O uso da internet nas eleições a partir deste ano, aprovado na reforma eleitoral, apresenta pontos positivos, entre eles o aumento da transparência. A prática, no entanto, coloca também desafios, como ofensas aos candidatos e boca de urna digital, disse o especialista em direito digital Leandro Bissol.
“Vai aumentar a transparência nas eleições, pelo menos na parte de prestação de contas. E, por outro lado, (aumenta) o controle do próprio eleitor na prestação dessas contas”, afirmou o advogado.
O uso da internet vai ampliar, de modo especial, a relação dos candidatos com o público na faixa de 16 a 24 anos, que é o principal canal de busca de informação pela web, de acordo com pesquisa recente do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic). “Quase 80% da faixa etária entre os 16 e 24 anos utilizam a internet”. A pesquisa revela que 70% desse público usam rede social e 90% utilizam a ferramenta para buscar informações.
Para Bissol, com isso a internet deverá ser cada vez mais empregada pelos candidatos para “pegar o jovem eleitor”, principalmente aquele que está votando pela primeira vez. “Qual é o veículo de comunicação que vai dar o maior impacto para ele? Com certeza, é a internet”.
Para os candidatos, haverá ganhos significativos. Enquanto no rádio e na televisão um deputado federal dispõe apenas de alguns segundos para falar aos eleitores solicitando o voto, na internet não há limite de tempo. O candidato pode expor seu projeto, dizer por que se considera apto para assumir o cargo que disputa.
“Vai ser um canal mais rico em informações e um debate mais aberto e próximo ao próprio candidato”, observou Bissol. Isso se aplica não só aos presidenciáveis, mas aos postulantes aos demais cargos.
Ele acredita que haverá muita boca de urna digital nas eleições deste ano. Não há proibição na internet para a comunicação entre candidatos e eleitores, que poderão interagir, inclusive nos momentos imediatamente anteriores e posteriores à votação.
Em relação às ofensas a candidatos, o desafio que se coloca, segundo Leandro Bissol, é se existe na lei um item de direito de resposta, como ocorre nas mídias impressa e audiovisual. “Como fica o direito de resposta nesse canal eletrônico?”. Esse exercício é previsto na Lei Eleitoral se a ofensa for tipificada. Mas, se a ofensa for em um blog, por exemplo, ainda não há definição sobre como ficaria o direito de resposta.
Bissol avaliou que como a campanha eleitoral começou de fato esta semana e não existe nenhum precedente nessa área, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá de esperar que apareça um caso prático na internet para ver como irá viabilizar o direito de resposta na rede.
Em geral, a avaliação de Bissol é positiva sobre o uso da rede mundial de computadores nas eleições. “A internet é um novo canal influenciador para as disputas políticas que vão se tornando cada vez mais acirradas”. O canal constitui ainda um importante instrumento para o engajamento dos eleitores na política, disse.


Por blogmidia8
Via Agência Brasil

Voto Consciente,JÁ!

domingo, 4 de julho de 2010

PEC da Juventude

Nesta última semana, o Conselho Nacional de Juventude, por meio da Comissão de Parlamento, realizou uma blitz no Senado Federal em busca de apoio para a votação da PEC da Juventude. Segundo o portal da UNE, a expectativa é de que a PEC seja votada na próxima semana, entre dias 6 e 7. "Os senadores foram bastante receptivos à visita", opinou Marcela Rodrigues, Coordenadora da Comissão e diretora da UNE.
Ainda segundo Marcela é hora de reforçar a mobilização para alcançar o quorum de 2/3 dos senadores e garantir que a PEC entre na pauta e seja votada. Para isso, o Conjuve sugere cada apoiador da PEC tome duas iniciativas: a primeira consiste enviar mensagens para Senadores do seu Estado (por e-mail e twitter) solicitando que estejam em Brasília nos dias 6 e 7 de julho para votar a PEC da Juventude. A segunda prevê a ampla divulgação de matérias solicitando a aprovação da proposta em sites, blogs e demais redes sociais.

Com essas duas ações, todos poderão contribuir para a conquista desse desafio, que representará uma importante vitória para toda a juventude brasileira.

Parabéns por certas atitudes que a União Nacional dos Estudantes vem tomando, é a juventude tentando uma democracia mais firme e correta!

Gisele R.