A sociedade vive um momento decisivo na política, pois em alguns estados já há governadores eleitos no 1º turno e agora o povo brasileiro vai as urnas para decidir para presidente.
Política, querendo ou não ela sempre fez parte da nossa vida, já que vivemos em um país democrático.
A juventude é o futuro do nosso país, e ainda existem jovens engajados na política.
Vale a pena assistir este programa que passou na TV Aparecida.
Eles abordaram o tema ‘jovens engajados na política’.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Prêmio TOPBLOG 2010

Olá amigos e visitantes,
O blog está participando do Prêmio TOPBLOG 2010, até o momentos fomos um dos 100 mais votados na categoria Política. O segundo turno do prêmio já começou, e contamos com VOCÊS para alcançar este prêmio.
Juventude na política em AÇÃO!
Vamos participar e indicar para seus amigos: http://bit.ly/cR7Zvd
"Na política, a verdade deve esperar o momento em que todos precisem dela."
(Bjornstjerne Bjornson)
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Internet amplia acesso de jovens a informações sobre política

Hoje, os tempos são outros. A oferta de informação é cada dia maior e os jovens estão cada vez mais expostos à política por intermédio da internet.
Nas conversas sobre política na casa do estudante Lucas Moraes Rau, 17 anos, os pais costumam lembrar das dificuldades para se informar sobre o tema na época em que tinham a idade do filho.
Para saber quem estava à frente nas pesquisas eleitorais, quais eram as propostas dos partidos e a agenda dos candidatos era preciso esperar pelo horário do jornal ou assistir à propaganda eleitoral gratuita – uma novidade depois de 21 anos de ditadura militar, mas ainda assim, considerado monótono e pouco informativo. Hoje, os tempos são outros. A oferta de informação é cada dia maior e os jovens estão cada vez mais expostos à política por intermédio da internet. Principal usuário das redes sociais, quem ainda vai estrear o título de eleitor – jovens entre 16 e 18 anos – vez ou outra se depara com o tema. Políticos dão opinião sobre tudo no Twitter (sistema de microblog) e o número de comunidades sobre política cresce dia a dia no Orkut (popular rede de relacionamento on-line).
“Eles falam que na eleição para presidente de 1989, a [oferta de] informação era bem menor, você dependia muito do que passava na tevê. Hoje, como você fica um bom tempo conectado, uma hora ou outra você acaba lendo uma notícia de política e tem a oportunidade de se informar mais”, afirma Lucas. O colega Álvaro Baptista Neto, 16, concorda. “Com a Internet, é impossível você não ficar mais exposto. Você abre a janela e, através de um portal de notícias, já fica sabendo o que o Serra e a Dilma disseram naquele dia.”
A questão, no entanto, é o quanto essa ampla exposição resulta efetivamente em maior participação política dessa faixa etária, vista historicamente como pouco afeita a discutir os rumos do país. Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Emerson Cervi, travar maior contato com o tema não significa, necessariamente, se interessar mais por ele.
“Hoje, o que se percebe é que a internet é usada mais como um espaço de conversação do que para a aquisição de conhecimento. Nesse sentido, ela só acrescenta a quem já se interessa por política, mas não tem eficácia alguma sobre quem não gosta”, afirma.
De acordo com Cervi, a ferramento pode servir como aliada no sentido de encurtar distâncias, ser mais rápida e plural. Por meio da rede, é possível a uma pessoa que se interesse por ecologia, por exemplo, encontrar mais informações em sites, conhecer outras opiniões em blogs e criar contato com quem também acompanha a área nas redes de relacionamento. “A internet não converte ninguém, o que ela faz é pregar para quem já lhe dá espaço.”
Na opinião do secretário-geral do PSDB Jovem do Paraná, Edson Lau Filho, porém, a exposição pode despertar o interesse em jovens que ainda não são seduzidos pelo universo político. O secretário afirma que a maioria dos jovens não se conecta em busca de notícias sobre política, mas que a possibilidade de abrir várias abas e clicar em links ao longo das páginas faz com que, uma hora ou outra, os eleitores de primeira viagem acabem tomando conhecimento e até se interessando por temas que, cada vez mais, pedem a sua atenção. Na avaliação dele, a apatia da juventude em relação à política não vem de um desinteresse pelo assunto em si, mas pela forma como ele se apresenta.
“O jovem certamente é diferente do público que assiste aos jornais e acompanha o horário eleitoral gratuito, mas quando o candidato fala a linguagem dele, ele se interessa.”
*Foto: Raphael Ribeiro
Via VoteBrasil
Deputada Manuela d’Ávila: fenômeno de votos é fruto do movimento estudantil

Ela tem 29 anos, recém completados. Já foi vereadora, deputada federal e candidata a prefeita de uma grande capital brasileira – Porto Alegre. Reeleita à Câmara dos Deputados com a aprovação de quase meio milhão de eleitores (482.590 votantes), Manuela d’Ávila é mesmo um fenômeno, de público e crítica
Conquistou em 2009 o prêmio “Congresso em Foco” por sua atuação destacada no parlamento. Este ano já está entre os parlamentares indicados que melhor representam a população no Congresso Nacional. Dúvidas de que será destaque?
Em um único mandato, Manu, como é conhecida, conquistou a confiança e simpatia de novos eleitores, de jornalistas que acompanham Brasília e, ainda, dos colegas com mais tempo de carreira. Jorge Bastos Moreno, do jornal “O Globo”, não cansa de elogiar sua graciosidade e, principalmente, sua ética. Dizem que o presidente Lula a comparou com a lua em um comício no Rio Grande do Sul. Fácil entender. Assim é essa política gaúcha que fez escola no movimento estudantil, berço de inúmeros líderes. Em 2003, foi diretora da UNE-Rio Grande do Sul, período em que aprendeu o significado da disputa de opiniões, a conviver e dialogar com a diversidade e pluralidade de idéias. Comunista convicta, militante da União da Juventude Socialista, sempre tem pautado políticas para os jovens. Só para se ter uma ideia, é de sua autoria a lei que instituiu a meia-entrada para estudantes da capital Porto Alegre, além de proposta no Congresso de ampliação do benefício para estudantes de todo o país. E, entre tantas outras, vale destacar a nova Lei do Estágio, já aprovada, que fixa a jornada, regulamenta benefícios dos estudantes, e evita a precarização do trabalho juvenil.
Essa menina-mulher mantém também um blog na internet, no qual expõe opiniões, flerta com variedades e que, até durante a movimentação eleitoral, foi válvula de escape para um mundo doce, mas consciente.
Suas sucessivas eleições para o legislativo mostram um acúmulo de votos considerados fenômeno eleitoral. Você também já disputou um cargo executivo, a prefeitura de Porto Alegre. O apoio que você acabou de receber das urnas te levam a pensar em uma nova disputa daqui a dois anos?
A votação que tivemos mostra que temos o respeito e o reconhecimento do nosso trabalho em Brasília. Nos dedicamos à defesa dos trabalhadores, da juventude e do desenvolvimento, e a confiança que os eleitores demonstraram mostra que estamos no caminho certo. Sobre 2012, ainda é muito cedo para este debate.
Você também foi indicada e recebeu o prêmio por jornalistas ao Prêmio Congresso em Foco, como uma das melhores parlamentares da Câmara. Como você avalia seu primeiro mandato e quais suas propostas para a continuidade na Casa?
Fiquei muito honrada em receber o Prêmio Congresso e Foco. Primeiro por ter sido escolhida pelos internautas numa votação democrática e aberta, em segundo por ter sido a primeira parlamentar do meu estado a ter este reconhecimento. Me lembro quando cheguei a Brasília nos primeiros dias de mandato, tinha que aprender tudo muito rapidamente, nós trocamos o pneu com o carro andando, agora temos muito mais experiência e irei continuar a luta para o Brasil continuar avançando
A sua candidatura é claramente identificada com a juventude. Nessas eleições, alguns candidatos levantaram a proposta de um projeto de lei do protagonismo juvenil, que colocaria o jovem como agente principal do desenvolvimento às vésperas de dois grandes projetos, como a Copa e as Olimpíadas. O jovem ganharia uma bolsa e realizaria ações nas áreas de cultura, esporte e educação. Você acha que um projeto nesse sentido deva entrar na pauta da Câmara? Como enxerga essa ideia do protagonismo juvenil?
A questão da juventude deve ser debatida de forma transversal, ou seja envolvendo as mais diversas áreas como foi o debate do Pronasci. As questões de juventude tem relação direta com saúde, esporte, emprego, educação, ciência e tecnologia. Eu acho que o debate sobre a juventude deve ser realizado de forma ampla no Congresso, envolvendo todas estas ações, inclusive a proposta de protagonismo juvenil e conto com a UNE e a UBES para envolvermos a sociedade neste debate.
Você é uma das mais jovens parlamentares e se aproxima bastante do seus eleitores por meio das redes sociais e um blog. Acredito que deve existir muita curiosidade sobre sua vida pessoal. Qual sua rotina daria? Consegue ter uma vida comum, família, amigos, balada, além da política?
Nós trabalhamos muito, mas ainda busco encontrar tempo para minha família e meus amigos.
Como você avalia sua passagem pela UNE como vice-presidente em 2003? Qual foi a importância dessa passagem para a sua formação política?
Foi uma experiência importantíssima para mim. Na UNE, nós aprendemos a dialogar e debater com todas as forças políticas de forma democrática.
O que anda lendo, último filme e restaurante.
Ainda nem tive tempo de ver minha família, estes últimos dias foram de muito trabalho, muita conversa, muito debate e muita campanha. Espero poder voltar a ir ao cinema em breve.
Via EstudanteNet
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Pacto pela Juventude ganha força na reta final das eleições

Candidatos de 20 estados já assumiram compromisso com fortalecimento das políticas de juventude. Até o dia 30 a coordenação do movimento receberá adesões.
Candidatos e candidatas de todo o país estão assinando o Pacto pela Juventude, iniciativa das 67 entidades da sociedade civil que compõem o Conselho Nacional de Juventude. No período eleitoral, o documento busca qualificar o debate sobre políticas públicas de juventude, elenca as ações necessárias para o pleno desenvolvimento dos jovens brasileiros e destaca o papel de gestores e legisladores na implementação das políticas.
Eles respeitam a juventude
Faltando pouco menos de dez dias para o encerramento da ação, candidatos por todo o país aderiram às ideias defendidas pelo Pacto, sendo 14 postulantes a governos estaduais. Todos aqueles que firmarem o compromisso com os jovens brasileiros até 30 de setembro, último dia da campanha, serão recomendados como "políticos que respeitam a juventude" em publicação a ser distribuída via Internet. A intenção é divulgar, por Estado, nome e número dos candidatos que já pactuaram. Segundo a coordenação do Pacto, nessa reta final da campanha eleitoral a tendência é da lista de amigos da juventude aumentar.
Cibermilitância
A mobilização por apoio está na rede. No blog www.pactopelajuventude.wordpress.com há informações sobre como realizar atividades, a íntegra do documento a ser assinado, além de fotos e vídeos dos candidatos nos atos de adesão. No Twitter, através do perfil @pactojuventude, são divulgadas as agendas dos candidatos e compartilhadas notícias sobre os atos.
O que defende o Pacto?
Entre outras propostas, o Pacto 2010 defende a criação de um sistema nacional de juventude que fortaleça o controle social e a articulação entre as políticas públicas para a juventude e a aprovação do Plano Nacional de Juventude, que estabelece diretrizes e metas para serem alcançadas pelo Brasil até 2022.
No campo da educação, as metas vão desde a erradicação do analfabetismo até a expansão da universidade pública e do sistema público de educação profissional. Na agenda de trabalho decente, o combate à precarização do trabalho juvenil aparece como tema central.
Implementação de políticas afirmativas contra homofobia e o racismo, e pela igualdade racial e de gênero, também são propostas do texto que prevê, ainda, a promoção do acesso dos jovens aos bens culturais, e ao esporte e lazer. No ponto saúde o foco vai para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), para a prevenção de DST/HIV/AIDS e do uso abusivo de drogas.
O documento discute metas e alternativas para a redução da mortalidade juvenil, pela garantia de moradia digna, pela promoção do direito à comunicação - com ampliação do acesso às tecnologias de informação e aprovação do Plano Nacional de Banda larga - e pela garantia do acesso à terra e permanência no campo. Além disso, pede comprometimento dos pactuantes com o fortalecimento dos canais de participação democrática como os Conselhos e Conferências de Juventude.
Via UNE
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Cartilha do jovem eleitor: entenda como funciona a política e vote certo

TRE-SP lança cartilha que mostra as informações do sistema político e eleitoral do Brasil
Você sabe a função dos três poderes: executivo, legislativo e judiciário? Como funciona a justiça eleitoral? Como votar certo? Conhece o crime de venda de votos? Os partidos políticos? Como tirar o título de eleitor? Para te ajudar a votar certo nessas eleições, o TRE-SP lançou a Cartilha do Jovem Eleitor, que apresenta de forma clara e fácil as principais informações sobre o sistema político-eleitoral do Brasil.
No capítulo “O que é democracia?”, por exemplo, você fica sabendo que a palavra democracia significa governo do povo. Mas no Brasil, cada pessoa não pode sair por aí criando leis ou decidindo sobre saúde, transportes, educação, etc. Por isso, vivemos numa democracia representativa, no qual o governo é do povo, mas ele é feito por representantes que a população elegeu: o presidente, governadores, senadores, deputados estaduais e federais, e vereadores. Tá aí a importância do voto, porque através dele que você, seus amigos e familiares dão a essas pessoas o direito de criarem leis e governarem.
Você sabia que tem muito candidato que promete dinheiro ou algum bem material em troca do seu voto? Agora você sabia que isso é crime? Sim e sujeito à prisão. No capítulo “Venda de voto – um crime”, você entende os detalhes desse problema. Então pense bem! Se você souber de algum ato ilegal como esse, pode denunciar ao juiz do cartório eleitoral ou ao Ministério Público Eleitoral.
Pegue aqui no Portal da Juventude a versão online da cartilha, leia, imprima e distribua para seus amigos, porque é com o voto que escolhemos os nossos representantes e, assim, podemos ter uma cidade, estado e país melhores!
Via Juventude.SP
Candidatos: Nada se apaga na internet
Redes sociais e doações de pessoas físicas por meio de sites poderão não fazer efeito nestas eleições
Especialistas políticos estão reticentes em relação à arrecadação pela internet de pessoas físicas para os candidatos, permitida durante estas eleições. Dizem que a falta de confiança na política brasileira não dará frutos para este novo sistema. Já na cabeça da população deve vir a ideia de que "laranjas" doarão e que tudo terminará em pizza. No entanto, inicia-se aqui um divisor de águas nos hábitos eleitorais dos brasileiros. A construção de um maior engajamento político começa agora. Talvez plantado para as futuras gerações que já estão acostumadas em navegar na internet e se expor nas redes sociais, respondendo as perguntas mais cabeludas no Formspring, e mantendo a frase "minha vida é um livro aberto"; mais atual que nunca. Mas uma nova fase inicia-se agora. E um caminho sem volta.
A internet traz inúmeras mudanças e talvez uma moralização na política brasileira. Nos bastidores, marketeiros políticos começam a sentir que suas verbas de campanha estão reduzidas este ano. Isto porque muitas empresas, que antigamente não precisavam se identificar como doadoras, não querem agora aparecer e ter seu nome ligado a partido ou a candidatos, e configurar em sites com o da ONG Transparência Brasil empenhada em combater a corrupção em terreno verde-amarelo.
E é aí que está o "X" da questão. Os sites, as redes sociais são armas importantíssimas para fazer com que a honestidade e transparência se tornem uma obrigação no meio político. É esta transparência, ao qual os jovens estão tão acostumados na internet, que guiará as campanhas daqui pra frente.
Para os que optaram por fazer a arrecadação pelo site por meio de doações de pessoas físicas terão de obedecer a regras muito rígidas do Tribunal Superior Eleitoral, pois se houver alguma irregularidade na hora da prestação destas contas, o candidato corre o risco de ter sua posse impugnada ou nem participar de futuras eleições. Mas os que forem ousados em apostar nesta nova ferramenta, cumprindo claramente as suas propostas, terão armas poderosas de fidelização de eleitores. Afinal quem tira o dinheiro do bolso para apostar num político é porque acredita muito em seus projetos.
Muda-se o relacionamento do candidato com o eleitor. O doador se torna um cliente que comprou um produto e quer testá-lo. E se não aprovar, pode ter certeza de que ele não pensará duas vezes para criar blogs, postar em seu YouTube, Facebook ou Twitter que sua escolha não foi bem feita. Hoje jovens já bloqueiam candidatos que tentam fazer aproximações sem nenhum propósito nas redes sociais.
Portanto, políticos ainda podem driblar as pessoas que ainda não têm acesso à internet atualmente (infelizmente mais de 60% da população brasileira) e não conseguem obter tanta informação. Mas não por muito tempo, pois se dizem que o brasileiro não tem memória, isso não será mais o problema, pois na internet nada se apaga.
Via Sandra Takata*
Especialistas políticos estão reticentes em relação à arrecadação pela internet de pessoas físicas para os candidatos, permitida durante estas eleições. Dizem que a falta de confiança na política brasileira não dará frutos para este novo sistema. Já na cabeça da população deve vir a ideia de que "laranjas" doarão e que tudo terminará em pizza. No entanto, inicia-se aqui um divisor de águas nos hábitos eleitorais dos brasileiros. A construção de um maior engajamento político começa agora. Talvez plantado para as futuras gerações que já estão acostumadas em navegar na internet e se expor nas redes sociais, respondendo as perguntas mais cabeludas no Formspring, e mantendo a frase "minha vida é um livro aberto"; mais atual que nunca. Mas uma nova fase inicia-se agora. E um caminho sem volta.
A internet traz inúmeras mudanças e talvez uma moralização na política brasileira. Nos bastidores, marketeiros políticos começam a sentir que suas verbas de campanha estão reduzidas este ano. Isto porque muitas empresas, que antigamente não precisavam se identificar como doadoras, não querem agora aparecer e ter seu nome ligado a partido ou a candidatos, e configurar em sites com o da ONG Transparência Brasil empenhada em combater a corrupção em terreno verde-amarelo.
E é aí que está o "X" da questão. Os sites, as redes sociais são armas importantíssimas para fazer com que a honestidade e transparência se tornem uma obrigação no meio político. É esta transparência, ao qual os jovens estão tão acostumados na internet, que guiará as campanhas daqui pra frente.
Para os que optaram por fazer a arrecadação pelo site por meio de doações de pessoas físicas terão de obedecer a regras muito rígidas do Tribunal Superior Eleitoral, pois se houver alguma irregularidade na hora da prestação destas contas, o candidato corre o risco de ter sua posse impugnada ou nem participar de futuras eleições. Mas os que forem ousados em apostar nesta nova ferramenta, cumprindo claramente as suas propostas, terão armas poderosas de fidelização de eleitores. Afinal quem tira o dinheiro do bolso para apostar num político é porque acredita muito em seus projetos.
Muda-se o relacionamento do candidato com o eleitor. O doador se torna um cliente que comprou um produto e quer testá-lo. E se não aprovar, pode ter certeza de que ele não pensará duas vezes para criar blogs, postar em seu YouTube, Facebook ou Twitter que sua escolha não foi bem feita. Hoje jovens já bloqueiam candidatos que tentam fazer aproximações sem nenhum propósito nas redes sociais.
Portanto, políticos ainda podem driblar as pessoas que ainda não têm acesso à internet atualmente (infelizmente mais de 60% da população brasileira) e não conseguem obter tanta informação. Mas não por muito tempo, pois se dizem que o brasileiro não tem memória, isso não será mais o problema, pois na internet nada se apaga.
Via Sandra Takata*
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